Ileostomia vs Colostomia
Ileostomia, Colostomia e Urostomia: O Guia Médico Completo
Três cirurgias, três rotinas muito diferentes. Uma comparação clara e com base clínica dos principais tipos de ostomia — para doentes, cuidadores e famílias que enfrentam uma cirurgia de estoma, e para quem quer compreender as diferenças em linguagem simples.
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Três tipos
A ileostomia utiliza o intestino delgado. A colostomia utiliza o intestino grosso. A urostomia desvia a urina através de um pequeno segmento de íleo chamado conduto ileal.
O que transportam
As ileostomias transportam fezes líquidas. As colostomias transportam fezes mais formadas. As urostomias transportam urina, que escorre de forma contínua e exige um saco drenável.
Quem precisa delas
Ileostomias: doença de Crohn, colite ulcerosa. Colostomias: cancro do intestino, diverticulite. Urostomias: cancro da bexiga, lesão medular ou dano na bexiga.
Impacto no dia a dia
As colostomias costumam ser as mais fáceis no dia a dia. As ileostomias exigem uma hidratação mais rigorosa. As urostomias requerem um saco de drenagem noturno e líquidos extra para proteger os rins.
Enfrentar uma cirurgia de estoma — ou acompanhar alguém que a vai realizar — significa aprender rapidamente um novo vocabulário. Três das palavras que mais vai ouvir são ileostomia, colostomia e urostomia. As três são cirurgias que salvam vidas e redirecionam os resíduos do corpo através de uma pequena abertura no abdómen chamada estoma. Mas diferem no que transportam, no local onde ficam e na forma como o dia a dia decorre depois.
Este guia percorre as diferenças médicas, as diferenças práticas e os pequenos pormenores que ninguém explica por completo no hospital. Foi escrito para doentes, cuidadores e famílias que querem uma visão clara e com rigor clínico antes ou depois da cirurgia — não é uma página de vendas, nem um manual técnico.
Uma ileostomia redireciona o intestino delgado para um estoma e transporta fezes líquidas. Uma colostomia utiliza o intestino grosso e transporta fezes mais formadas. Uma urostomia utiliza um pequeno segmento de íleo como conduto e transporta urina. As ileostomias e as urostomias costumam ser permanentes. As colostomias são mais frequentemente reversíveis.
Os três tipos de ostomia num relance
| Caraterística | Ileostomia | Colostomia | Urostomia |
|---|---|---|---|
| O que transporta | Fezes líquidas | Fezes semi-formadas | Urina |
| Localização no corpo | Lado direito do abdómen | Lado esquerdo do abdómen | Lado direito do abdómen |
| Parte do corpo utilizada | Íleo (intestino delgado) | Cólon (intestino grosso) | Pequeno segmento de íleo (conduto) |
| Consistência da eliminação | Líquida a pastosa, quase contínua | Semi-formada, menos frequente | Gotejamento contínuo de urina |
| Esvaziamento do saco | 5 a 8 vezes por dia | 1 a 3 vezes por dia | 4 a 6 vezes por dia, mais saco noturno |
| Reversibilidade | Normalmente permanente | Frequentemente reversível, se temporária | Normalmente permanente |
| Alimentação e hidratação | Líquidos e sal extra são essenciais | Menos restrições | Líquidos extra para irrigar o conduto |
| Risco de desidratação | Alto | Baixo | Moderado, com risco acrescido de ITU se pouco hidratado |
| Risco de irritação cutânea | Mais alto (enzimas digestivas) | Mais baixo | Moderado (urina ácida) |
| Odor e gases | Menos odor, mais risco de fuga | Mais odor, mais gases | Leve odor a urina, sem gases |
| Tempo de recuperação habitual | 6 a 8 semanas | 6 a 8 semanas | 6 a 8 semanas |
| Motivos mais frequentes | Crohn, colite ulcerosa, PAF, trauma | Cancro do intestino, diverticulite, lesão retal | Cancro da bexiga, lesão medular, dano na bexiga |
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O que é uma ileostomia?
Uma ileostomia é criada quando o cirurgião exterioriza a extremidade do íleo — a última parte do intestino delgado — através de uma abertura na parede abdominal, formando um estoma. Como o trânsito digestivo é interrompido antes de chegar ao cólon, os resíduos passam para um saco externo antes de o corpo ter oportunidade de reabsorver grande parte da água.
Como é criada
Durante a cirurgia, o cirurgião faz uma incisão no abdómen, separa uma porção do íleo e sutura a extremidade à parede abdominal para formar o estoma. O procedimento pode ser feito por cirurgia aberta ou por laparoscopia. A maioria das ileostomias é colocada no lado direito do abdómen, abaixo da cintura.
Quando é necessária uma ileostomia
Uma ileostomia é realizada, na maior parte das vezes, quando é necessário excluir ou remover todo o cólon. Os motivos mais frequentes são:
- Doença inflamatória intestinal grave (doença de Crohn, colite ulcerosa) que não respondeu à medicação
- Polipose adenomatosa familiar (PAF), uma doença genética que causa pólipos pré-cancerosos
- Lesão traumática do cólon
- Complicações de uma cirurgia intestinal anterior
- Alguns casos de cancro do intestino em que o cólon tem de ser removido
Como é o dia a dia
Como o débito é líquido e contínuo, a maioria das pessoas com ileostomia esvazia o saco entre 5 e 8 vezes por dia e planeia cuidadosamente a hidratação. O sal e os eletrólitos passam a ter uma importância que antes não tinham — o intestino grosso costuma tratar disso, e agora o corpo já não consegue. A maior parte das pessoas adapta-se em poucos meses.
O que é uma colostomia?
Uma colostomia redireciona uma parte do cólon — o intestino grosso — para um estoma no abdómen. Como o intestino delgado e parte do cólon continuam a funcionar, os resíduos são parcialmente digeridos e a água continua a ser absorvida antes de chegar ao estoma. O resultado é um débito mais formado e mais fácil de gerir.
Como é criada
O cirurgião separa uma porção do cólon — na maioria das vezes o cólon descendente ou sigmoide — e exterioriza-a através da parede abdominal para formar o estoma. Tal como na ileostomia, pode ser feita por cirurgia aberta ou laparoscópica. As colostomias ficam, habitualmente, no lado esquerdo do abdómen.
Quando é necessária uma colostomia
Os motivos mais frequentes são:
- Cancro do intestino, sobretudo cancro do reto
- Diverticulite que provocou perfuração ou inflamação grave
- Obstrução intestinal provocada por um tumor
- Lesão grave do reto ou da zona anal
- Malformações congénitas que afetam o cólon (em crianças)
- Incontinência fecal que não respondeu a outros tratamentos
Como é o dia a dia
Com uma colostomia, muitas pessoas esvaziam o saco 1 a 3 vezes por dia. Os gases e o odor podem ser mais notórios do que numa ileostomia. As restrições alimentares costumam ser menores, embora valha a pena moderar alimentos que causam gases — feijão, couve, bebidas gaseificadas. A reversibilidade é um tema real: se a colostomia foi criada para permitir a cicatrização de uma zona lesionada do cólon, pode ser revertida numa segunda cirurgia 3 a 12 meses depois.
O que é uma urostomia?
A urostomia — por vezes chamada conduto ileal — é o terceiro grande tipo de ostomia. Ao contrário da ileostomia ou da colostomia, não transporta fezes. Transporta urina. É criada quando é preciso remover ou contornar a bexiga e a urina precisa de outra saída do corpo.
Como é criada
O cirurgião isola um pequeno segmento do intestino delgado — geralmente 15 a 20 centímetros de íleo — e usa-o como canal. Os ureteres (os tubos que normalmente drenam a urina dos rins para a bexiga) são suturados a uma das extremidades do conduto, e a outra extremidade é exteriorizada através da parede abdominal para formar o estoma. O restante intestino delgado é religado para que a digestão continue a decorrer normalmente. O procedimento pode ser feito por cirurgia aberta ou por laparoscopia.
Quando é necessária uma urostomia
Os motivos mais frequentes são:
- Cancro da bexiga que obriga à sua remoção (cistectomia)
- Malformações congénitas da bexiga, como espinha bífida ou extrofia vesical
- Danos neurológicos graves por lesão ou doença medular
- Danos da bexiga por radioterapia após tratamento oncológico prévio
- Incontinência crónica resistente ao tratamento que está a pôr os rins em risco
Como é o dia a dia
A urina drena de forma contínua, por isso o saco de urostomia é sempre drenável — tem uma pequena torneira na parte inferior. A maioria das pessoas esvazia o saco 4 a 6 vezes por dia e, ao deitar, liga-o a um saco de drenagem noturno maior para poder dormir a noite toda. A hidratação é mais importante do que muitos imaginam: beber pelo menos 2 a 2,5 litros de água por dia ajuda a irrigar o conduto e reduz o risco de infeção urinária.
Como os sacos de urostomia são diferentes
Por fora, os sacos de urostomia parecem-se com os sacos drenáveis de ileostomia, mas têm duas diferenças importantes: uma torneira na parte inferior (em vez de um clipe) e uma válvula antirrefluxo interna que evita que a urina fique em contacto com a pele. A maioria liga-se a um saco de drenagem noturno através de um pequeno tubo, permitindo que o saco se esvazie para um recipiente maior durante a noite.
Localização e aparência
A diferença física mais visível é a localização do estoma. Uma ileostomia está quase sempre no lado direito do abdómen, porque o intestino delgado termina desse lado. Uma colostomia está quase sempre no lado esquerdo, porque o cólon descendente e sigmoide ficam desse lado. Uma urostomia também fica do lado direito, porque o conduto é construído a partir de um pequeno segmento de íleo.
O estoma propriamente dito parece um pequeno círculo de tecido rosado ou avermelhado que sobressai ligeiramente da pele — mais ou menos do tamanho de uma moeda. Não tem terminações nervosas, por isso tocar-lhe não dói. Muda ligeiramente de forma nas primeiras semanas, à medida que o inchaço diminui. Os estomas de ileostomia e urostomia costumam ser um pouco mais compridos e salientes do que os de colostomia, o que ajuda a encaminhar o débito de forma limpa para o saco.
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Eliminações e consistência
Esta é, de longe, a maior diferença prática entre os três tipos de ostomia.
Débito da ileostomia
De líquido a pastoso, produzido de forma contínua ao longo do dia e da noite. Como o intestino delgado absorve nutrientes mas deixa quase toda a água, a desidratação é um risco real — sobretudo nas primeiras semanas após a cirurgia. A maioria dos enfermeiros estomaterapeutas recomenda beber 2 a 2,5 litros de líquidos por dia, com algum sal adicional.
Débito da colostomia
Varia consoante a zona do cólon onde a colostomia é feita. Uma colostomia sigmoide — a parte mais baixa do cólon — produz fezes mais formadas, uma ou duas vezes por dia. Uma colostomia transversa produz um débito mais mole e mais frequente. Ambos os casos são, em geral, mais fáceis de gerir do que o débito da ileostomia.
Débito da urostomia
Apenas urina — nunca fezes. O débito é contínuo, por definição mais aquoso, e a válvula antirrefluxo dentro do saco impede o contacto com a pele. As pessoas com urostomia procuram beber 2 a 2,5 litros de água por dia, além de líquidos acidificados com arando ou vitamina C, recomendados por alguns enfermeiros para manter a urina ácida e reduzir o risco de infeções urinárias.
Viver com uma ostomia
Hidratação e nutrição
Nas ileostomias, os líquidos e o sal são as duas coisas mais importantes. Um(a) enfermeiro(a) estomaterapeuta recomenda, habitualmente, pelo menos 2 litros de água por dia, além de bebidas isotónicas ou algum sal adicional às refeições. A alimentação na colostomia é mais próxima da normal, mas alimentos muito fibrosos ou volumosos podem provocar obstruções em ambos os casos.
Cuidados com a pele
A pele à volta do estoma — a pele periestoma — exige cuidado atento. O débito da ileostomia é digestivamente ativo (contém enzimas que decompõem os alimentos), por isso as fugas provocam rapidamente irritação. O débito da colostomia é mais suave para a pele, mas a regra base é a mesma: a placa deve encaixar exatamente no estoma, sem folgas.
Vestuário, sono e intimidade
A maioria das pessoas sente que as peças de cintura subida, os cós macios e os cintos ou cintas de ostomia de apoio facilitam o dia a dia. Quem dorme de lado costuma dar-se bem com um cinto de ostomia à noite, que mantém o saco rente ao corpo. A intimidade exige algum ajuste — uma capa para o saco ou um mini saco mais pequeno costumam ajudar.
Natação, desporto e viagens
Os três tipos de sacos de ostomia são impermeáveis. Nadar, tomar duche e ir à sauna não são problema. Para viajar, a maioria das pessoas ostomizadas leva o dobro dos consumíveis que acha que vai precisar e mantém-nos na bagagem de mão.
Peças desenhadas com pessoas ostomizadas, não apenas para elas.
Desde o primeiro dia, a SIIL trabalha diretamente com pessoas que vivem com ileostomia, colostomia e urostomia para criar peças do dia a dia que respeitam verdadeiramente o corpo, o saco e a vida que está por trás de ambos. Cada cinto, cinta e cueca que produzimos começou por ser um problema que uma pessoa ostomizada nos disse estar cansada de resolver sozinha.
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Sacos de ostomia por tipo
Os sacos — também chamados «pouches» em inglês — existem em dois grandes formatos: de uma peça e de duas peças. Depois, o estilo concreto do saco depende do tipo de ostomia que tem.
Uma peça vs duas peças
Os sistemas de uma peça juntam a placa adesiva e o saco numa única unidade. São mais finos, mais discretos por baixo da roupa, e o sistema todo é mudado ao mesmo tempo.
Os sistemas de duas peças têm uma placa separada (que fica colada à pele) e um saco que encaixa nela. Pode mudar o saco sem retirar a placa — útil se quiser alternar entre sacos drenáveis e fechados ao longo do dia.
Sacos de ileostomia
Os sacos drenáveis são o padrão. O débito é líquido, por isso o saco é esvaziado na sanita através de um clipe ou fecho em velcro, em vez de ser substituído de cada vez. A maioria das pessoas com ileostomia muda o sistema completo a cada 2 a 4 dias.
Sacos de colostomia
Os sacos fechados são mais comuns, porque o débito é mais formado. O saco inteiro é substituído de cada vez que enche. Algumas pessoas com colostomia usam irrigação — uma técnica que esvazia o cólon a horas programadas, um pouco como uma rotina intestinal — e podem depois usar um mini saco mais pequeno e discreto entre irrigações.
Sacos de urostomia
Drenáveis por conceção, com uma torneira (em vez de clipe) na parte inferior e uma válvula antirrefluxo no interior. Ligam-se a um saco de drenagem noturno através de um pequeno tubo, para que a urina escoe para um recipiente maior enquanto dorme. O saco completo é normalmente mudado a cada 2 a 4 dias.
Reversibilidade e prognóstico a longo prazo
Uma ileostomia pode ser revertida?
Por vezes. Se a ileostomia foi criada como medida temporária para deixar o intestino descansar depois da cirurgia — uma «ileostomia em ansa» — costuma ser revertida 3 a 6 meses depois. Se o cólon foi todo removido, a reversão não é possível. Algumas pessoas passam depois por uma cirurgia de bolsa em J (bolsa ileoanal), que volta a ligar o intestino delgado ao ânus.
Uma colostomia pode ser revertida?
Sim, em muitos casos. As colostomias temporárias — frequentemente feitas após diverticulite, trauma ou algumas cirurgias de cancro do intestino — costumam ser revertidas 3 a 12 meses depois, assim que a zona afetada do intestino cicatriza.
Uma urostomia pode ser revertida?
Raramente. Uma urostomia é quase sempre permanente, porque é criada quando a bexiga foi removida ou deixou de funcionar. Algumas pessoas podem ser candidatas a procedimentos mais avançados — como um reservatório urinário continente ou uma neobexiga construída a partir de um segmento mais longo de intestino — mas estes são habitualmente planeados na cirurgia original e não anos depois.
Saúde emocional e mental
Isto conta tanto como o lado físico. A imagem corporal, a intimidade e a adaptação a uma nova rotina diária levam tempo — habitualmente 6 a 12 meses até a maioria das pessoas se descrever como «já habituada». Os enfermeiros estomaterapeutas, as associações de ostomizados (APECE em Portugal, UOAA nos EUA, Colostomy UK, Bladder Cancer Advocacy Network) e os grupos de apoio entre pares fazem uma diferença mensurável. Ninguém deve sentir que tem de se adaptar sozinho.
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Perguntas frequentes
Qual é mais fácil de gerir — ileostomia, colostomia ou urostomia?
Para a maioria das pessoas, a colostomia é a mais fácil no dia a dia: o débito é mais formado e o saco precisa de ser esvaziado com menos frequência. Tanto as ileostomias como as urostomias exigem uma hidratação mais cuidada. As urostomias acrescentam o passo extra de ligar um saco de drenagem noturno à hora de deitar. «Mais fácil» também depende da pessoa — muitas adaptam-se totalmente às três e levam uma vida ativa.
Qual é a diferença entre uma urostomia e uma ileostomia?
A urostomia transporta urina. A ileostomia transporta fezes. Podem parecer semelhantes por fora, porque ambos os estomas ficam, muitas vezes, no lado direito do abdómen e utilizam o íleo — mas a ileostomia desvia alimentos digeridos, enquanto a urostomia usa um pequeno segmento de íleo apenas como conduto para a urina que vem dos rins.
Uma colostomia, ileostomia ou urostomia pode ser revertida?
Depende. As colostomias temporárias e as ileostomias em ansa são, muitas vezes, reversíveis 3 a 12 meses depois. Se o cólon foi totalmente removido, a reversão da ileostomia não é possível. Uma urostomia é quase sempre permanente, porque é criada quando a bexiga teve de ser removida ou contornada.
É possível ter uma alimentação normal com uma ostomia?
Na maior parte dos casos, sim, com ajustes. As pessoas com ileostomia devem dar prioridade à hidratação e ao sal e mastigar bem os alimentos para evitar obstruções. As pessoas com colostomia têm menos restrições, mas poderão moderar os alimentos que causam gases. As pessoas com urostomia precisam de água extra e, por vezes, de líquidos acidificados (como arando) para proteger o aparelho urinário. Nos primeiros meses, vale a pena pedir o apoio de uma nutricionista com experiência em ostomias.
Os sacos de ostomia cheiram mal?
Apenas quando são abertos para esvaziar. Os sacos modernos são feitos com película anti-odor e incluem filtros integrados que libertam os gases sem deixar sair o cheiro. Os sacos de urostomia têm uma válvula antirrefluxo que também ajuda a conter o odor. Um saco bem ajustado é, para os outros, praticamente impercetível.
É possível fazer exercício com uma colostomia, ileostomia ou urostomia?
Sim — quase todas as formas de exercício são seguras, incluindo corrida, ciclismo, ioga e natação. Os desportos de contacto e o levantamento de pesos elevados exigem cuidados adicionais para evitar hérnias paraestomais; o(a) enfermeiro(a) estomaterapeuta pode aconselhar sobre cintas de apoio e progressão do treino.
Uma urostomia é permanente?
Quase sempre, sim. Uma urostomia é criada porque a bexiga já não consegue cumprir a sua função — normalmente porque foi removida por cancro ou por lesão nervosa ou estrutural grave. A reversão exigiria uma bexiga funcional, o que já costuma não ser uma opção quando a urostomia é necessária.
Qual é mais comum — ileostomia, colostomia ou urostomia?
As colostomias são, no total, as mais comuns, porque o cancro do intestino é uma das principais causas de cirurgia de estoma. As ileostomias vêm a seguir, sobretudo por causa da doença inflamatória intestinal. As urostomias são as menos comuns, mas representam ainda um número significativo de pessoas em todo o mundo, normalmente após um cancro da bexiga.
Quanto tempo depois da cirurgia posso voltar ao trabalho?
Para a maioria dos trabalhos de escritório, 4 a 6 semanas. Para trabalho físico, 6 a 12 semanas. A recuperação depende do tipo de ostomia, do motivo da cirurgia e de outros tratamentos em curso — quimioterapia, radioterapia.
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- NHS, "Colostomy" — nhs.uk/conditions/colostomy
- NHS, "Urostomy" — nhs.uk/conditions/urostomy
- Mayo Clinic, "Ostomy: Adapting to life after colostomy, ileostomy or urostomy" — mayoclinic.org
- Cleveland Clinic, "Colostomy" — clevelandclinic.org
- Cleveland Clinic, "Urostomy (Urinary Diversion)" — clevelandclinic.org/urostomy
- United Ostomy Associations of America, "New Ostomy Patient Guide" — ostomy.org
- Colostomy UK, "Living with a Stoma" — colostomyuk.org
- Crohn's & Colitis Foundation, "Ostomy Surgery" — crohnscolitisfoundation.org
- Bladder Cancer Advocacy Network, "Urostomy & Urinary Diversion" — bcan.org
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